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Tratamento de varizes em Portugal: SNS ou privado, preços e esperas

Tratar varizes em Portugal: o caminho no SNS sem taxa moderadora, tempos de espera reais, escleroterapia, laser e cirurgia, e preços privados a 24/09/2026.

0 €
taxa moderadora na consulta e na cirurgia de varizes referenciadas no SNS (DL 37/2022)
120 dias
limite legal de espera pela 1.ª consulta de cirurgia vascular, pedido normal
140,30 dias
média real para a 1.ª consulta de Cirurgia Vascular na ULS Santa Maria, fevereiro de 2026
Autoria: Redação Pernas Leves No ar desde: Revisto em: Preços verificados a: 24 de setembro de 2026

Resposta curta: em Portugal há dois caminhos para tratar varizes. No SNS, com referenciação do médico de família, a consulta hospitalar e a cirurgia não pagam taxa moderadora, e o preço passa a ser o tempo: a lei dá até 120 dias para a primeira consulta de prioridade normal. No privado, os preços publicados a 24 de setembro de 2026 iam de 85 € por perna, numa escleroterapia, a 1 500–2 500 € por perna, numa cirurgia ou radiofrequência.

Quem chega a esta pergunta raramente começa pela técnica. Começa por uma perna pesada ao fim do dia, ou por uma frase como «não consigo usar calções fora de casa», e quer saber duas coisas. Quanto custa. E quanto tempo demora.

Quanto custa um tratamento de varizes em Portugal?

O custo depende de duas escolhas: a via, pública ou privada, e o tamanho da veia que precisa de tratamento. No SNS, desde 1 de junho de 2022, a taxa moderadora ficou reservada à urgência hospitalar sem referenciação. O Decreto-Lei n.º 37/2022 retirou-a da consulta, dos exames e da cirurgia feitos por via de referenciação (Diário da República, 2022). Uma escleroterapia feita no hospital público, depois de referenciação, também não tem taxa.

Fora do SNS não há tabela comum: cada clínica põe o seu preço. Reunimos os que estavam publicados em páginas e tabelas abertas a 24 de setembro de 2026:

  • consulta de Cirurgia Vascular: 75 € no Hospital Particular (grupo HPA Saúde);
  • escleroterapia, a «secagem»: 85 € por membro no HPA e 140 € de preço médio na Living Clinic;
  • laser aplicado sobre a pele: 200 € por sessão na X-Clinic e 300 € de preço médio na Living Clinic;
  • radiofrequência ou cirurgia clássica da safena: 1 500 a 2 500 € por perna, segundo um artigo comparativo do e-konomista.

A diferença entre 85 € e 2 500 € não é margem de lucro. São tratamentos para veias diferentes. Os derrames, com menos de 1 mm, e as veias reticulares, com menos de 3 mm, tratam-se com injeção ou laser à superfície (Cochrane CD012723, 2021). A veia safena com refluxo pede um procedimento dentro da veia ou uma cirurgia.

Não existe tabela nacional de preços para estes atos. A maior parte das clínicas só fecha o valor depois de uma consulta com eco-Doppler.

Como se tratam varizes pelo SNS, passo a passo?

No SNS, o tratamento de varizes começa sempre no centro de saúde. É também o que as pessoas fazem por instinto: «marquei consulta no médico de família» é um passo que se repete nas perguntas públicas sobre o tema.

O percurso tem seis etapas:

  1. Consulta com o médico de família, na USF ou no centro de saúde. Avalia as queixas e as pernas e decide se pede consulta hospitalar.
  2. Referenciação pelo CTH, o Sistema Integrado de Referenciação e Gestão do Acesso à Primeira Consulta de Especialidade Hospitalar, que hoje funciona dentro do SIGA SNS, o sistema de acesso definido pela Portaria n.º 147/2017. O pedido fica registado no SIGA SNS (mgfamiliar.net).
  3. Triagem no hospital, que atribui uma de três prioridades: muito prioritária, prioritária ou normal.
  4. Primeira consulta de Angiologia e Cirurgia Vascular, com o especialista hospitalar.
  5. Eco-Doppler venoso dos membros inferiores, a ecografia que mostra em que veia o sangue anda para trás. Em Portugal, as indicações técnicas deste exame estão na Norma 030/2011 da DGS.
  6. Inscrição na Lista de Inscritos para Cirurgia (LIC), se houver indicação cirúrgica, e depois a cirurgia.

A ACSS gere a LIC através do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), e o lugar de cada utente nessa lista não é segredo: consulta-se a qualquer momento no serviço oficial do gov.pt.

A data que conta para o prazo legal da consulta é a do registo do pedido no SIGA SNS. A da cirurgia conta a partir da indicação cirúrgica.

A escleroterapia faz-se no SNS?

A técnica é escolhida pela equipa de cirurgia vascular do hospital, depois da consulta e do eco-Doppler, e não pelo utente. Não encontrámos uma lista pública que diga que hospitais do SNS fazem escleroterapia, laser ou radiofrequência. Se o tratamento for feito no SNS por via de referenciação, não há taxa moderadora, seja qual for o método.

E as varizes que incomodam sobretudo pelo aspeto?

Não localizámos nenhuma norma da DGS, da ACSS ou de um hospital que diga, por escrito, que varizes só estéticas ficam fora do SNS. Na prática, a referenciação e a prioridade dependem dos sintomas e das complicações que o médico observa.

Quem procura tratamento por vergonha de mostrar as pernas deve dizê-lo com franqueza ao médico de família. E perguntar logo na primeira consulta se o seu caso tem critério para ser referenciado. As queixas que costumam pesar na decisão estão descritas na página sobre quando as varizes pedem médico.

Quanto tempo se espera por consulta e cirurgia de varizes no SNS?

Dois prazos legais contam para quem tem varizes: o da primeira consulta hospitalar e o da cirurgia programada geral, a que não é oncológica nem cardíaca. Ambos vêm da Portaria n.º 153/2017, que define os Tempos Máximos de Resposta Garantidos (TMRG):

Há resumos na internet que ainda falam em 150 dias para a consulta e 270 dias para a cirurgia. Eram prazos transitórios, válidos até 31 de dezembro de 2017. Os valores em vigor são 120 e 180 dias.

Quanto se espera na realidade?

A ULS Santa Maria, em Lisboa, publica todos os meses um relatório de tempos de resposta. No de fevereiro de 2026, a primeira consulta de Cirurgia Vascular estava acima do prazo legal nas três prioridades:

Na prioridade normal, a média real passou o limite em cerca de 17 %. Na muito prioritária, quase triplicou o prazo.

Para outros hospitais, como o São João no Porto, os hospitais de Coimbra, Braga ou do Algarve, não encontrámos relatório equivalente publicado. Não damos número para eles. O tempo de espera entre a consulta e a cirurgia de varizes também não aparece em nenhum dado público por especialidade que tenhamos conseguido ler.

Para saber o seu caso, o caminho seguro é consultar a posição na LIC no gov.pt e perguntar no hospital que prioridade foi atribuída ao pedido.

Que tratamentos existem para varizes e derrames?

Há cinco famílias de tratamento em uso em Portugal. Diferem no tipo de veia a que se destinam, e é isso que explica a diferença de preço:

Escleroterapia, a «secagem»: líquida ou em espuma

Escleroterapia é a injeção, dentro da veia, de um agente que lesa a camada interior da parede e leva a veia a fechar. O produto pode ser líquido ou em espuma. Quando a veia não se vê à superfície, a injeção deve ser guiada por ecografia (ESVS, 2022).

Em Portugal chama-se-lhe «secagem». A clínica Saúde Bem-Estar escreve-o com todas as letras, e acrescenta que no Brasil se diz de outra forma. A Living Clinic usa os dois nomes no título da página.

Quem pesquisa este tratamento pergunta muitas vezes pela variante: espuma, glicose, crioglicose, polidocanol. A revisão Cochrane sobre derrames e veias reticulares, com 35 estudos e 3 632 participantes, não mostrou vantagem clara de um esclerosante sobre outro, nem sobre o laser (Cochrane CD012723, 2021). A confiança nas comparações foi moderada a baixa. A escolha do produto é do médico, feita para a veia concreta.

Há um passo que a ESVS pede antes de tratar derrames. Um eco-Doppler, para procurar veias maiores doentes por baixo. Se existirem, devem ser tratadas primeiro.

Laser sobre a pele

O laser transdérmico aplica luz do exterior, sem agulha dentro da veia. A Living Clinic indica-o para varizes superficiais, derrames e lesões vasculares localizadas. É o que aparece nos anúncios de «tratamento de varizes a laser» a 200 ou 300 €.

Não é o mesmo que o laser endovenoso, que entra na veia por cateter e trata a safena. Os dois partilham o nome e pouco mais.

Ablação térmica endovenosa: laser ou radiofrequência

Na ablação térmica, o médico introduz um cateter dentro da veia doente e aquece a parede por dentro até a veia fechar. A radiofrequência evita o corte na virilha da cirurgia tradicional (Cirurgia Vascular, Porto e Lisboa). O laser endovenoso segue o mesmo princípio com outra fonte de energia.

A diretriz europeia de 2022 dá-lhe o grau de recomendação mais alto que usa, Classe I com Nível A. Para quem tem incompetência da veia safena magna e precisa de tratamento, a ablação térmica endovenosa é recomendada como primeira escolha, antes da laqueação com stripping e da escleroterapia com espuma guiada por ecografia (ESVS 2022, Recomendação 28, Classe I, Nível A).

Cirurgia clássica: laqueação e stripping

A cirurgia clássica laqueia a veia safena no ponto onde se junta à veia profunda e retira o segmento doente. A tabela da ADSE separa-a dos outros atos com um nome próprio, «laqueação isolada da crossa da veia safena». Depois desta cirurgia, a compressão imediata é recomendada com o grau de evidência mais alto (ESVS 2022, Recomendação 23). Nos métodos endovenosos, a recomendação é mais fraca, apenas «deve ser considerada».

Quanto tempo usar a meia depois de qualquer intervenção, a ESVS não fixa. Diz que deve ser decidido caso a caso.

Qual é o melhor tratamento para varizes?

Não há um melhor tratamento para todas as varizes. Há o método indicado para cada veia, e quem o revela é o eco-Doppler.

Para a veia safena magna com refluxo, duas diretrizes públicas europeias chegam à mesma primeira escolha. O NICE, no Reino Unido, recomenda (CG168, ponto 1.3.2):

  1. ablação térmica endovenosa em primeiro lugar;
  2. escleroterapia com espuma guiada por ecografia, se a ablação não for adequada;
  3. cirurgia, se a espuma também não for adequada;
  4. tratar as veias tributárias na mesma altura, se for caso disso.

A ESVS 2022 põe a ablação térmica à frente da cirurgia e da espuma, com a classe de recomendação mais alta.

Para derrames e veias reticulares, a escolha é entre escleroterapia e laser, e a Cochrane não encontrou um vencedor claro. O que decide é a veia, a pele e o que a pessoa espera do resultado.

As varizes voltam depois do tratamento? E que riscos há?

Podem voltar, com qualquer método. A revisão Cochrane CD005624 juntou 13 estudos e 3 081 participantes com varizes da safena magna. Comparou escleroterapia com espuma, laser e radiofrequência com a cirurgia clássica (Cochrane, versão em português).

O que encontrou:

  • as técnicas minimamente invasivas foram pelo menos tão eficazes como a cirurgia;
  • não houve diferença na recorrência, clínica ou de sintomas, entre os métodos;
  • as complicações maiores diminuíram em todos os grupos tratados com técnicas minimamente invasivas;
  • a qualidade de vida melhorou de forma semelhante em todos;
  • o laser reduziu a formação de novos vasos na zona tratada, a neovascularização (OR 0,05), e as falhas técnicas (OR 0,29), em comparação com a cirurgia.

Os próprios autores avisam que os estudos eram muito diferentes entre si e mediram resultados em momentos distintos. Isso enfraquece a conclusão. Nenhum dos métodos pode prometer que as varizes não voltam.

A escala CEAP, usada pelos cirurgiões vasculares, acrescentou em 2020 a letra «r» para marcar varizes que regressaram depois de tratadas (Lurie et al., 2020).

Riscos da escleroterapia

Nos derrames, os esclerosantes fizeram desaparecer mais vasos do que o placebo, mas aumentaram a pigmentação da pele e o aparecimento de uma rede de novos derrames finos à volta da zona injetada (Cochrane CD012723). Os dados sobre recorrência e efeitos tardios foram insuficientes.

Num portal de perguntas de saúde português, a Doctoralia, uma mulher de 23 anos contou ter feito 3 sessões em 6 semanas, com meias elásticas durante 1 semana depois. Seis meses mais tarde tinha derrames maiores nas zonas picadas, e a médica propôs repetir. É um relato, não um estudo. Mas coincide com o que a revisão descreve.

A espuma pode causar tromboflebite, perturbações visuais passageiras ou enxaqueca. A trombose e a reação alérgica grave são complicações raras (ESVS 2022). Quem tem uma comunicação entre as duas metades do coração com sintomas, o chamado shunt direita-esquerda, não deve fazer espuma. Isto não obriga a pesquisar o coração de toda a gente antes do tratamento.

Quanto custa tratar varizes no privado? Preços a 24 de setembro de 2026

Preços verificados a: 24 de setembro de 2026

São preços de prestadores concretos, lidos nas suas próprias páginas e tabelas, não uma tarifa nacional. A tabela do HPA é das poucas que dá preço de consulta e de ato ao mesmo tempo. Se tratar as duas pernas, os mesmos 85 € por membro somam 170 €.

A página da Living Clinic dá 140 € como preço médio da escleroterapia e diz que o tratamento leva normalmente 2 a 3 sessões. Não deixa claro se o valor é de uma sessão ou do conjunto. Essa é a primeira pergunta a fazer no orçamento.

Tratamento de varizes a laser: porque há preços de 200 € e de 2 500 €

O preço do laser depende de onde a luz é aplicada. Os 200 € da X-Clinic e os 300 € da Living Clinic referem-se a laser nas pernas para derrames e varizes superficiais. O laser endovenoso, que fecha a safena por dentro, é outro procedimento, da mesma família da radiofrequência.

Para o laser endovenoso não encontrámos preço público em Portugal. O único valor lido para a técnica irmã, a radiofrequência, é o do e-konomista: 1 500 a 2 500 € por perna, junto com o stripping. Quem recebe um orçamento com a palavra «laser» deve perguntar se é sobre a pele ou dentro da veia.

A CUF tem preço publicado para o tratamento de varizes a laser?

Não encontrámos. A CUF, a Lusíadas, o Hospital da Luz e a Trofa Saúde organizam os preçários por unidade hospitalar, em dezenas de páginas. Não localizámos, em nenhuma delas, um valor concreto para a consulta de Angiologia e Cirurgia Vascular ou para a escleroterapia. O preço tem de ser pedido à unidade onde se quer ser visto.

Quanto reembolsa a ADSE?

Quem tem ADSE e escolhe o regime livre paga à clínica e pede depois o reembolso. Os valores da tabela da ADSE são esse reembolso, não o preço que a clínica cobra:

A mesma tabela ajuda a perceber que «secagem», laser e cirurgia da safena são atos diferentes, com valores diferentes. Nos seguros de saúde, a regra é a do contrato de cada um. A X-Clinic, por exemplo, anuncia preço especial com determinados seguros sem dizer quais.

O que perguntar na consulta e no orçamento?

Um orçamento de varizes só se compara com outro se responder às mesmas perguntas. Estas sete cobrem o essencial:

  1. O eco-Doppler está incluído no preço, é pago à parte, ou já foi feito?
  2. Que veia vai ser tratada, e porque é esta a técnica indicada para ela?
  3. O preço é por sessão, por perna ou pelo tratamento completo? Quantas sessões estão previstas?
  4. Que anestesia é usada, e o ato faz-se no consultório, em ambulatório ou em bloco operatório?
  5. Vou precisar de meias de compressão depois? De que classe e durante quanto tempo?
  6. Se as varizes ou os derrames voltarem, as sessões de retoque são pagas à parte?
  7. Que complicações são possíveis com esta técnica, e a quem ligo se aparecerem?

No SNS, as perguntas são outras. Que prioridade foi atribuída ao pedido, e como se acompanha a posição na lista de cirurgia.

Porque não mostramos fotografias de «antes e depois»

Muita gente procura «tratamento de varizes a laser antes e depois». Não publicamos essas fotografias, e explicamos porquê.

As imagens que circulam são escolhidas por quem vende o tratamento. Mostram o melhor caso, com a luz e o ângulo certos, e quase nunca a mesma perna um ou dois anos depois. A Cochrane considera insuficientes os dados sobre recorrência dos derrames. E há relatos, como o da mulher que ficou com derrames maiores onde foi picada, que nenhuma galeria de clínica vai mostrar.

Uma fotografia de resultado é, na prática, uma promessa. Não a fazemos por nenhuma técnica.

O que fazer enquanto espera pela consulta?

A espera no SNS pode passar dos quatro meses. Nesse tempo, a medida com melhor apoio para aliviar sintomas é a compressão. A ESVS recomenda meias que exerçam pelo menos 15 mmHg no tornozelo em quem tem doença venosa com queixas (Recomendação 9, Classe I, Nível B). As meias aliviam o peso e o inchaço, mas não fazem desaparecer as varizes já visíveis. As classes e preços das meias de compressão em farmácia estão na página própria.

Os comprimidos venotónicos, pela revisão Cochrane de 2020, provavelmente reduzem um pouco o inchaço. O que cada ficha do Infarmed permite dizer está em cremes e venotónicos para varizes. Se o problema é peso ao fim do dia sem veias à vista, a página sobre pernas cansadas e inchadas ajuda a separar o que é circulação do que tem outra causa.

Sinais de alarme: quando não se espera pela lista

Uma inscrição na LIC não protege de nenhuma destas situações; nelas conta o próprio dia, não a data da consulta marcada:

  • Uma só perna, de repente, inchada, dorida, quente ou avermelhada, sobretudo na barriga da perna, pode ser trombose venosa profunda. Ligar no próprio dia para a linha SNS 24, 808 24 24 24, que faz triagem a qualquer hora (NHS, 2026).
  • Se faltar o ar de repente, ou surgir dor no peito, sangue na tosse, tonturas ou um desmaio, pode ser um coágulo que chegou ao pulmão, mesmo sem queixa na perna. É 112, sem esperar que passe.
  • Uma variz que rebenta pode sangrar muito, muitas vezes no duche quente ou durante o sono. Deitar, subir a perna e apertar com força sobre o ponto com um pano limpo. Se não parar, 112. Mesmo que pare, a diretriz europeia pede avaliação urgente (ESVS 2022, Recomendação 89).
  • Se, por cima de uma variz, a veia ficar rija, vermelha e a doer ao toque, trata-se de tromboflebite. O coágulo pode avançar para as veias profundas, e o eco-Doppler é obrigatório. Não é caso para esperar pela consulta marcada.
  • Uma ferida junto ao tornozelo que não fecha é uma fase avançada da doença venosa. Pede médico de família sem adiar.

Do centro de saúde ao bloco: o mapa, não a escolha da técnica

Aqui está o mapa prático do tratamento em Portugal. O caminho do centro de saúde até ao bloco operatório, os prazos que a lei garante e os que um hospital cumpriu na prática, as técnicas e o que os estudos dizem de cada uma. E os preços que as clínicas publicam, com a data em que os lemos.

Não dizemos que técnica serve a cada pessoa. Isso sai do eco-Doppler e da conversa com o cirurgião vascular. Também não recomendamos clínicas: as que aparecem nas tabelas estão lá porque publicaram um preço, ou porque confirmámos que não o publicam. Os outros temas do site começam na página inicial do Pernas Leves.

Fontes utilizadas 25

Perguntas frequentes

A secagem de varizes é paga no SNS?

Não, quando é feita no SNS por via de referenciação. Desde 1 de junho de 2022, o Decreto-Lei n.º 37/2022 limitou a taxa moderadora à urgência hospitalar sem referenciação. A decisão de fazer escleroterapia, e não outra técnica, é da equipa hospitalar de cirurgia vascular, depois do eco-Doppler.

Quanto custa a secagem dos derrames no privado?

Nas tabelas lidas a 24 de setembro de 2026, o Hospital Particular (HPA Saúde) cobrava 85 € por membro e a Living Clinic indicava 140 € de preço médio, com 2 a 3 sessões habituais. Confirme se o valor é por sessão ou pelo tratamento completo antes de comparar.

Quanto tempo posso esperar por uma cirurgia de varizes no SNS?

Na prioridade normal, o hospital tem até 180 dias para operar, contados a partir da indicação cirúrgica (Portaria n.º 153/2017). Antes disso há a primeira consulta, que a lei deixa ir até 120 dias. Na ULS Santa Maria, em fevereiro de 2026, só a consulta de Cirurgia Vascular levou em média 140 dias.

Posso ir diretamente à consulta de cirurgia vascular do hospital?

No SNS, a porta de entrada é o médico de família, que referencia para a consulta hospitalar através do CTH. No privado não é preciso referenciação: a consulta de Cirurgia Vascular custava 75 € no HPA a 24 de setembro de 2026.

O laser é melhor do que a cirurgia para as varizes?

Para a safena magna, a revisão Cochrane de 13 estudos concluiu que laser, radiofrequência e espuma são pelo menos tão eficazes como a cirurgia, com menos complicações maiores. A diretriz europeia ESVS 2022 recomenda a ablação térmica endovenosa como primeira escolha. Para derrames, o laser não mostrou vantagem clara sobre a escleroterapia.

Posso tratar as varizes durante a gravidez?

Não se propõem intervenções para varizes durante a gravidez, segundo a ESVS e o NICE. A medida recomendada é a meia de compressão. Como muitas varizes regridem depois do parto, qualquer tratamento deve ser adiado 3 a 6 meses.