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Meias de compressão: classes, para quem, como usar e quanto custam

Meias de compressão: classes em mmHg segundo a diretriz ESVS 2022, para quem servem, como medir e calçar, efeitos secundários e preços em Portugal em 2026.

≥15 mmHg
pressão mínima no tornozelo para sintomas venosos (ESVS 2022, Rec. 9)
0,10
odds ratio de trombose sem sintomas em voos longos, com meia vs. sem meia (Cochrane)
3–6 meses
prazo de substituição, porque o tecido perde força com o uso
Autoria: Redação Pernas Leves No ar desde: Revisto em: Preços verificados a: 24 de setembro de 2026

Uma meia de compressão é uma peça elástica que aperta mais no tornozelo e cada vez menos em direção à coxa. A diretriz europeia ESVS 2022 recomenda pelo menos 15 mmHg no tornozelo para aliviar o peso e a dor das varizes. Em Portugal, a 24 de setembro de 2026, uma meia médica até ao joelho, de grau I ou II, custava entre 39,95 € e 64,95 € numa loja de ortopedia online.

O que é uma meia de compressão e como funciona?

A meia de compressão é um dispositivo terapêutico com pressão graduada e regressiva. O valor máximo fica no tornozelo e vai descendo ao longo da perna. Esse desenho serve para conter o refluxo nas veias doentes e reduzir o edema. A clínica portuguesa de cirurgia vascular que consultámos a trata como material para insuficiência venosa, varizes e edema, a prescrever por um médico (cirurgia-vascular.pt).

A força mede-se em milímetros de mercúrio (mmHg), a mesma unidade da tensão arterial. Uma meia sem esse número na embalagem não permite saber que pressão exerce.

A meia alivia sintomas e reduz o inchaço. Não fecha a veia doente nem a remove. Quando o objetivo é fazer desaparecer as varizes, o passo seguinte é uma consulta, e o percurso pelo médico de família e pelos hospitais está descrito no nosso guia do tratamento de varizes em Portugal.

Que classes de compressão existem e quantos mmHg tem cada uma?

Existem quatro classes de compressão médica, identificadas pela sigla CCL e medidas no tornozelo. O fabricante medi publica os mesmos intervalos na sua página portuguesa e sublinha que a escolha da classe cabe ao médico ou a outro profissional de saúde (fonte 4).

A palavra «grau» nem sempre equivale à classe CCL. Na mesma loja portuguesa, um collant para lipedema vem descrito como «grau II» com 15–20 mmHg, abaixo dos 23–32 mmHg habituais dessa classe (ficha da loja lojaortopedica.pt, consultada a 24-09-2026; fonte 13). O número em mmHg decide, o nome comercial não.

Aqui encontra as classes em mmHg, o que a diretriz europeia recomenda em cada situação, como medir, calçar e cuidar da meia, e quanto custava em Portugal no dia em que verificámos. Também explicamos o que a ADSE e a SAMS comparticipam e o que não conseguimos confirmar no SNS.

Esta página não escolhe a classe nem a duração do uso no caso de cada pessoa. Também não substitui a medição do ITB, que só se faz em consulta. Os preços mudam. A data da verificação está junto à tabela.

O que recomenda a diretriz europeia ESVS 2022 para cada situação?

A diretriz da European Society for Vascular Surgery sobre doença venosa crónica (2022, DOI 10.1016/j.ejvs.2021.12.024) numera cada recomendação e dá-lhe uma força. Classe I significa «é recomendado», IIa «deve ser considerado» e III «não é recomendado». A letra (A, B ou C) indica a solidez das provas, com A no topo (ESVS 2022).

Duas leituras práticas saem desta tabela. Para sintomas, a própria classe CCL1 já ultrapassa o mínimo de 15 mmHg. Para edema e alterações de pele, o intervalo de 20–40 mmHg corresponde sobretudo à CCL2.

Meias de descanso, meias médicas e meias de desporto: qual é a diferença?

Meias de descanso são meias de conforto com a mesma densidade ao longo de toda a perna. Aliviam a sensação de cansaço, mas sem a pressão graduada não conseguem conter o refluxo nas veias doentes, e por isso não são consideradas dispositivo médico (fonte 5).

Na prática, a fronteira é menos limpa do que nos manuais. A meia de descanso Compressana Calypso, vendida em Portugal, traz na ficha 15–18 mmHg (ficha da loja lojaortopedica.pt, consultada a 24-09-2026; fonte 7). Não encontrámos nenhuma fonte médica portuguesa que fixe um intervalo de mmHg para as meias de descanso.

Os collants «Strong Compression» da Calzedonia são um bom exemplo do terceiro tipo. A ficha fala em compressão firme «para leveza e vitalidade», sem mmHg e sem classe (ficha da Calzedonia, consultada a 24-09-2026; fonte 14).

Compressão sem número não é classe.

E as meias de compressão para corrida?

Uma meia de corrida pode ter mmHg declarado ou não. Se a ficha indicar um valor em mmHg, é possível situá-la na tabela de classes. Se não indicar, não há forma de saber se chega aos 15 mmHg que a ESVS usa como mínimo para sintomas venosos. O que uma meia de corrida promete, desempenho ou recuperação, é outra pergunta. Para quem tem varizes conta a classe prescrita, e uma meia para correr não a substitui.

Para quem fazem sentido as meias de compressão?

As meias de compressão têm recomendação formal para sintomas de doença venosa, edema, alterações de pele, gravidez, recuperação após tratamento de varizes e síndrome pós-trombótico. Cada situação tem nuances de pressão e de duração.

Varizes, pernas pesadas e má circulação

Quem sente peso, dor ou cãibras por causa das veias (C1s a C3s na escala CEAP) tem na meia uma recomendação de classe I, nível B, com pelo menos 15 mmHg. Sem diagnóstico, convém perceber primeiro de onde vêm as pernas pesadas, porque o inchaço pode ter causas que não são venosas. O que são as varizes e como evoluem está explicado na página sobre varizes, sintomas e causas.

Na gravidez

A ESVS 2022 recomenda meias de compressão elástica às grávidas com sintomas ou sinais de doença venosa (Rec. 93, classe I, nível B). O edema das pernas chega a afetar até 80 % das grávidas, sobretudo no terceiro trimestre. Segundo o NICE, citado pela mesma diretriz, laser e cirurgia não devem ser oferecidos durante a gravidez. A ESVS acrescenta que o tratamento definitivo deve esperar 3 a 6 meses depois do parto.

Em fóruns de mães portuguesas, há quem conte que usou meias de descanso «desde os 4/5 meses». Existem collants de maternidade médicos em grau I (18–21 mmHg) e grau II (23–32 mmHg); a classe fica a cargo de quem acompanha a gravidez.

Depois de escleroterapia ou cirurgia de varizes

Depois de stripping ou de flebectomias extensas, a compressão imediata é recomendada (Rec. 23, classe I, nível A). Depois de escleroterapia com espuma («secagem») ou ablação térmica endovenosa, deve ser considerada (Rec. 22, classe IIa, nível A).

Quanto tempo usar a meia depois do procedimento? A própria ESVS chama-lhe uma questão controversa. Uma meta-análise de 5 ensaios (775 doentes) associou pelo menos uma semana de compressão após ablação térmica a melhor resultado. Outra não encontrou diferença entre 3–10 dias e períodos mais longos. O prazo certo é o que o cirurgião indicar na alta.

Em viagens de avião

Numa revisão Cochrane de 2021 (CD004002.pub4), os passageiros de voos longos que usaram meias de compressão tiveram muito menos trombose venosa profunda sem sintomas: odds ratio de 0,10 (intervalo de confiança 95 % de 0,04 a 0,25), com evidência de alta certeza. Nos ensaios incluídos não houve mortes, embolias pulmonares nem tromboses com sintomas. A revisão incluiu ensaios em voos de pelo menos quatro horas, e todos os voos estudados passaram das cinco.

Lipedema e linfedema

No lipedema e no linfedema, a classe sozinha não decide; conta também o tipo de malha. A malha circular, macia, serve a doença venosa comum. A malha plana, mais espessa e menos elástica, com costura visível, é a indicada no linfedema e nas formas mistas com lipedema, e muitas vezes é feita por medida (fonte 5).

Síndrome pós-trombótico e úlcera venosa

Depois de uma trombose, a meia abaixo do joelho com 20–40 mmHg deve ser considerada para reduzir a gravidade do síndrome pós-trombótico (Rec. 12). Na úlcera venosa aberta, a ESVS prefere ligaduras multicamada com pelo menos 40 mmHg (Rec. 69–70). Depois de a ferida fechar, a compressão prolongada deve ser considerada para evitar que volte (Rec. 75).

Há ainda dois casos particulares. Quando a compressão habitual não está disponível ou falhou, a ESVS admite a compressão pneumática intermitente, feita por um aparelho que enche e esvazia (Rec. 73, classe IIa). Numa úlcera mista, arterial e venosa, só se pode considerar uma compressão modificada abaixo de 40 mmHg, e apenas se a pressão no tornozelo passar dos 60 mmHg (Rec. 74, classe IIb).

A meia de compressão trata as varizes?

A meia de compressão, sozinha, não tem provas de alta certeza de que trate as varizes visíveis. A revisão Cochrane CD008819.pub4 juntou 13 ensaios com mais de 1 000 participantes e concluiu que a evidência não chega para confirmar a compressão como único tratamento inicial, nem para dizer que um tipo de meia é melhor que outro.

Isto não significa que a meia não funcione. As recomendações da ESVS para sintomas e edema continuam de pé. Significa que a meia controla o que se sente, mas não remove a veia dilatada.

Para remover varizes existem escleroterapia, laser, radiofrequência e cirurgia, com prazos no SNS e preços no privado. Os caminhos e os valores de 2026 estão reunidos na nossa página sobre tratar varizes no SNS ou no privado.

Quem não deve usar meias de compressão?

A Tabela 7 da ESVS 2022 lista as situações em que a compressão sustentada está contraindicada:

  • doença arterial periférica grave, com índice tornozelo-braço (ITB) abaixo de 0,6 ou pressão no tornozelo abaixo de 60 mmHg;
  • bypass arterial extra-anatómico ou tunelizado junto à pele, no local onde a meia aperta;
  • insuficiência cardíaca NYHA IV, e NYHA III sem vigilância clínica;
  • alergia confirmada ao material da meia;
  • neuropatia diabética grave com perda de sensibilidade, ou microangiopatia com risco de necrose da pele.

Quem tem diabetes, doença arterial nas pernas ou doença cardíaca deve confirmar com o médico antes de comprar. O ITB mede-se em consulta.

Quais são os efeitos secundários das meias de compressão?

Boa parte dos problemas vem de uma meia mal calçada ou do tamanho errado. O erro clássico é dobrar o topo da meia para baixo. Um folheto do hospital público inglês de Dorset avisa que a dobra restringe a circulação e aumenta o inchaço, em vez de o reduzir (Dorset County Hospital, NHS).

O mesmo folheto dá os sinais de alerta: dormência, formigueiro, mudança de cor ou de temperatura da pele e dor. Perante qualquer deles, tira-se a meia e fala-se com quem a prescreveu. Quem tem alergia confirmada ao material não a deve usar.

Como medir a perna para acertar no tamanho?

O tamanho de uma meia médica escolhe-se por medidas, não pelo número do sapato. São precisas quatro:

  1. perímetro do tornozelo, na parte mais estreita;
  2. perímetro da barriga da perna, na parte mais larga do gémeo;
  3. perímetro da raiz da coxa;
  4. altura da pessoa.

As medidas tiram-se de manhã, quando a perna está menos inchada. A meia de outra pessoa não serve, mesmo que pareça do mesmo tamanho (fonte 5).

Como calçar a meia de compressão e quando usá-la?

A meia calça-se de manhã, antes de sair da cama, porque é o momento em que a perna tem menos inchaço. O método da MedlinePlus tem três passos:

  1. segurar a meia pelo topo e enrolá-la até ao calcanhar;
  2. enfiar o pé e acertar o calcanhar;
  3. desenrolar o resto pela perna, alisando as rugas com a palma da mão.

Numa meia até ao joelho, o topo fica cerca de dois dedos abaixo da dobra do joelho. Nunca se dobra a borda para baixo.

Quantas horas por dia? As fontes que consultámos não fixam um número igual para todos. O horário depende da indicação: sintomas do dia a dia, pós-operatório ou gravidez têm regras diferentes, e quem prescreve a meia deve dizê-lo.

E se não se consegue calçar a meia?

Há quem não consiga vestir uma meia elástica, por falta de força nas mãos ou de mobilidade. Para esses casos existem dispositivos de compressão não elásticos, ajustáveis com velcro. A clínica portuguesa que consultámos descreve-os sobretudo na úlcera venosa e no linfedema, e a ESVS inclui os dispositivos ajustáveis entre as opções para reduzir o edema (Rec. 10).

Até ao joelho, até à coxa ou collant?

As recomendações da ESVS para edema, pele endurecida e síndrome pós-trombótico (Rec. 10 a 12) referem meias abaixo do joelho. Os collants até à cintura aparecem sobretudo em situações específicas, como modelos médicos para a gravidez, com espaço para a barriga, ou modelos para o lipedema. A meia até à coxa exige a terceira medida, o perímetro da raiz da coxa, para não apertar demasiado no topo.

Como lavar e quando substituir a meia?

A meia de compressão pode lavar-se todos os dias, à mão ou na máquina, a no máximo 40 °C e sem amaciador. A lavagem não estraga a compressão, porque o tecido recupera a forma original. Seca-se longe de radiadores e de outras fontes de calor, porque o calor danifica o elastano.

Mesmo bem tratada, a meia perde força com o uso e deve ser trocada a cada 3 a 6 meses. Como se lava todos os dias, a MedlinePlus aconselha ter duas e alternar.

Quanto custam as meias de compressão em Portugal?

Uma meia médica até ao joelho, de grau I ou II, custava entre 39,95 € e 64,95 € e uma meia de descanso 14,95 €, na loja portuguesa lojaortopedica.pt. Os collants chegavam aos 119,00 €. Estes são os preços que vimos a 24 de setembro de 2026, página a página.

Preços verificados a: 24 de setembro de 2026

O Medi Cotton AT é um collant de algodão até à cintura e custa 99,50 €, mas é de grau I, a classe mais baixa da tabela. Um preço mais alto não quer dizer mais pressão. O valor em mmHg é que decide.

Fazemos aqui uma conta por alto. Com duas meias em alternância e troca a cada 3 a 6 meses, são quatro a oito meias por ano. Com a Juzo Move, isso daria entre 239,80 € e 479,60 € por ano; com a meia de descanso Calypso, entre 59,80 € e 119,60 €.

A ADSE, a SAMS ou o SNS comparticipam?

A ADSE comparticipa a «Meia Elástica» (código 7765) a 80 %, até 4 unidades por ano, com um valor máximo de referência de 18,31 € por unidade (tabela do regime livre). Esse valor de referência fica muito abaixo do preço de uma meia de grau II, pelo que a maior parte do custo continua a ser de quem compra. Na mesma tabela há códigos com nomes parecidos, «Meia Coto» (18,31 €) e «Meia Elástica/Queimaduras ou Enxertos» (36,56 €), que não se aplicam às varizes.

A SAMS, dos bancários, comparticipa meias elásticas ortopédicas até 2 por ano civil, desde que prescritas por um médico da especialidade. O próprio documento avisa que material fora dessa lista não é comparticipado, mesmo com receita, e dá as ligaduras elásticas como exemplo (SAMS).

No SNS geral não localizámos comparticipação para meias de compressão. Procurámos nas páginas do Infarmed sobre dispositivos médicos e não encontrámos uma tabela que as inclua para o utente comum.

E o seguro de saúde? Não encontrámos uma regra comum a todas as seguradoras. Antes de comprar, convém ler a apólice ou perguntar à seguradora, e guardar a receita e a fatura com NIF.

Onde comprar meias de compressão em Portugal?

As meias de compressão médicas vendem-se em três tipos de ponto: farmácias, lojas de ortopedia (físicas e online) e parafarmácias ou cadeias de saúde, em lojas como a Wells. Em qualquer deles, o que interessa confirmar é o mesmo:

  • a ficha ou a embalagem indica a classe e o valor em mmHg;
  • o tamanho escolhe-se pelas quatro medidas da perna;
  • para malha plana ou meia por medida, a loja precisa de tirar medidas;
  • a fatura sai com NIF, para a ADSE, a SAMS ou o seguro.

Online, as quatro medidas ficam por conta de quem compra. Convém tirá-las com cuidado, porque uma meia do tamanho errado aperta onde não deve.

Nas mesmas prateleiras estão os géis e os comprimidos para as pernas. O que o Infarmed permite dizer de cada um, e a que preço, está na página sobre cremes e venotónicos para varizes.

Porque não fazemos um ranking das melhores meias?

Não publicamos uma lista de «melhores meias» porque a meia certa depende da classe prescrita, das medidas da perna e das contraindicações de cada pessoa. Um ranking igual para todos levaria alguém a comprar CCL2 sem ter o ITB medido, ou uma meia de descanso para uma úlcera. Mostramos preços reais com data e deixamos a escolha da classe a quem examina a perna.

Sinais de alarme: quando não se calça a meia

Há situações em que a meia não é a resposta e pode atrasar o socorro.

  • Uma só perna inchou de repente, com dor na barriga da perna, calor ou vermelhidão: pode ser trombose venosa profunda. Não calçar a meia e ligar para o SNS 24, 808 24 24 24, ou ir à urgência.
  • Falta de ar, dor no peito, tosse com sangue ou desmaio, com ou sem dor na perna: ligar 112 de imediato.
  • Uma variz a sangrar: deitar-se, elevar a perna e fazer pressão direta; se não parar, 112. A ESVS recomenda avaliação urgente depois de uma hemorragia (Rec. 89).
  • Dormência que não passa, ferida por baixo da meia ou ferida na perna que não cicatriza: tirar a meia e contactar o médico no próprio dia.

O que o site cobre sobre veias e pernas, organizado por sintoma, está na página inicial do Pernas Leves.

Fontes utilizadas 19

Perguntas frequentes

As meias de descanso servem para quem tem varizes?

Servem para o cansaço ao fim do dia, mas não substituem a meia médica. As meias de descanso têm a mesma densidade de cima a baixo e não contam como dispositivo médico. Para sintomas de varizes, a ESVS 2022 pede pelo menos 15 mmHg no tornozelo com pressão graduada.

Quanto tempo usar a meia de compressão após a cirurgia de varizes?

O prazo é o que o cirurgião indicar na alta. A ESVS 2022 considera a duração ótima uma questão em aberto: uma meta-análise ligou pelo menos uma semana após ablação térmica a melhor resultado, e outra não viu diferença entre 3–10 dias e mais tempo.

As meias de compressão podem fazer mal?

Podem, sobretudo quando o tamanho está errado ou a borda fica dobrada. Os sinais de alerta são dormência, formigueiro, mudança de cor da pele e dor. Estão contraindicadas com ITB abaixo de 0,6, pressão no tornozelo abaixo de 60 mmHg ou insuficiência cardíaca NYHA IV.

Vale a pena usar meias de compressão num voo longo?

A revisão Cochrane CD004002.pub4 mostrou menos trombose sem sintomas nos passageiros de voos longos que usaram meia, com odds ratio de 0,10 e evidência de alta certeza. Quem já teve trombose ou tem outros fatores de risco deve falar com o médico antes da viagem.

A ADSE paga as meias de compressão?

A ADSE comparticipa a meia elástica (código 7765) a 80 %, até quatro por ano, com um valor máximo de referência de 18,31 € por unidade. A SAMS aceita até duas por ano com prescrição de especialista. No SNS geral não encontrámos comparticipação.

De quanto em quanto tempo se troca a meia de compressão?

A cada 3 a 6 meses, porque o elástico perde pressão com o uso diário. Lavar a meia a 40 °C ou menos, sem amaciador, e secá-la longe do calor ajuda a que dure esse tempo.